Patrícia Castellani

Destilo meus versos pelas ruas, cantando em prosa o que me diz o amor. Deixando aos poucos o dia… Para que a lua me faça acompanhar.


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Sete coisas que aprendi – Escriba Encapuzado

Em uma iniciativa conjunta entre os blogs Escriba Encapuzado e Vida de Escritor, T.K. Pereira e Alexandre Lobão convidam escritores para compartilharem suas experiências com os colegas de profissão, destacando sete coisas que aprenderam até hoje. Não interessa se você é iniciante ou veterano, se escreve poesias, contos, romances ou biografias, envie sua contribuição para esta série de artigos!

Neste post, com a palavra, Patrícia Castellani, poetisa, jornalista, fotógrafa profissional, compositora.

A arte de ser transparente

Literatura é arte. Mas, como toda arte, tem seu glamour e parece acontecer sem esforço. Não é bem assim. Escrever é o desafio constante de aprender a expressar de forma simples e bela a nossa impressão do mundo. O esforço é parte do processo de ler, estudar, escutar, aprender, conviver com as palavras, reconhecê-las e traduzi-las. Escrever é ser transparente.

A arte deve ser vista através do autor, e não nele. O texto deve ganhar vida própria depois de sair de suas mãos, a ponto de não lhe pertencer mais com exclusividade. O autor deve desaparecer, à medida que seu texto começa a fazer um sentido maior para o leitor. Os personagens ganham vida e passam a existir no imaginário como se sempre estivessem lá, apenas esperando para se manifestar.

Um escritor é um inquieto. Há sempre muito “barulho” em sua cabeça e mil imagens no seu olhar, e é por esta razão que precisamos organizar e trabalhar, para produzir beleza em forma de livros.

  1.  Ler, ler, ler. Este talvez seja o ponto comum na opinião dos escritores. A leitura é absolutamente necessária para quem escreve em qualquer estilo e esta leitura deve ser a mais variada possível. Há quem defenda que se deve ler o que se pretende escrever. Discordo. Acho que se um poeta só lê poesia, ele corre o risco de se distanciar da palavra e dos temas em suas diversas aplicações, e acabar por se tornar meio que uma cópia dos autores que lê, por falta de convivência com o universo infinito das ideias que a literatura se encarrega de traduzir.
  2.  Não à procrastinação.

De vez em quando bate aquela preguiça de levantar no meio da noite para registrar aquela ideia? Vergonha de parar uma conversa para anotar o que pode vir a ser sua obra prima poética? Aprendi que as palavras são voluntariosas e estão conosco o tempo todo. Quando surgem com vontade de virar literatura, as palavras não esperam o depois ou o amanhã. Elas nos atormentam a mente e a alma, ou simplesmente vão embora. Melhor não arriscar e ter sempre à mão uma forma de guardá-las a tempo para que fiquem e floresçam.

  •  Nem todos gostarão dos meus escritos.Todo escritor é um pouco vaidoso. Nossos escritos são como filhos de mães corujas. Todos lindos aos nossos olhos. Mas cuidado escritor! Chega o momento em que alguém não gosta do que escrevemos e faz questão de nos fazer saber. A crítica por vezes é cruel. Antes de entrar em depressão achando que todo mundo te odeia, pense que escrita é uma forma de arte e que, muitas vezes, a arte está nos olhos de quem vê (ou lê). Cuide bem do conteúdo e da forma e alguém há de te amar.
  •  Escrever para o leitor.Às vezes parece que para ser um “bom escritor” é preciso ser tão erudito ou tão abstrato que os textos tornam-se ininteligíveis ao leitor comum. Na poesia isso acontece com frequência. O problema disso é que os que passam a admirar tais obras, comumente são os que desejam transmitir a mesma impressão de erudição, e pouco importa do que trate o texto, ou se pode produzir alguma emoção reconhecível aos “pobres mortais”. Em minha opinião, o texto é, sim, pensado e escrito para o leitor, seja ele quem for. Precisa ser composto de forma clara e organizada, para assim despertar conceitos, imagens, emoções reais, reconhecíveis no seu alvo.
  •  Dissociar minha vida particular da escrita.

 

Qual escritor nunca ouviu as perguntas: “para quem você escreveu isso?” “Você estava triste quando escreveu? Ou alegre?” Aprendi muito cedo que escrever é fruto de muita observação, experiências próprias e alheias, e mais um tanto de imaginação. Penso que quando colocamos uma dose excessiva de nossas vidas e emoções cotidianas em nossa produção literária, tudo fica meio previsível e autobiográfico demais. Aos cronistas, por exemplo, é permitido aproximar-se um pouco mais da realidade, mas mesmo assim, com o cuidado sensível de um observador neutro. Não há receita de bolo para a escrita. Mas bom senso e uma distância adequada podem produzir grandes emoções, sem termos que vivê-las todas pessoalmente.

  •  Nunca ser grande nem pequena demais.

 

Tem artista que é tão grande que se distancia do seu público. Há outros tão pequenos que não se sentem detentores do direito de criar. Qual é o espaço que devemos ocupar? Como poeta, digo que escolhi uma escrita meio marginal. Tem um poeta em cada esquina (sem entrar no mérito da qualidade) e a mídia se encarrega de prestar o desserviço de eleger os queridinhos da livraria, vendedores de best-sellers. Pensar se sou grande ou pequena demais para o mundo da literatura é perda de tempo. Basta ao poeta sua poesia que, em si, deve cumprir seu objetivo primordial, que é chegar à alma dos leitores como algo prazeroso. O tamanho do poeta se dá na proporção da sua paixão pela poesia.

  •  Encontrar no simples poesia.

    A poesia está na vida, no universo, nas palavras… Aprendi que para escrever é preciso saber encontrar a simplicidade de viver e olhar o mundo ao meu redor como algo belo que tem sempre algo a me dizer. O conceito puro de poesia é beleza, e a beleza está em tudo de uma forma muito particular. Não é preciso parar tudo, ir para um cenário apropriado e meditar profundamente para encontrar esta beleza. Basta olhar com o desejo de ver o que arte deseja reproduzir. Daí, a poesia.

 


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Produção da Oficina de Crônicas – Projeto Caro Leitor, com a escritora mineira Ana Elisa Ribeiro

Ana Elisa Ribeiro

Eu e o Passarinho

Patrícia Castellani

Hoje acordei tarde, como de costume. Dia quente, sol lá fora, e perto da janela, que acabei de abrir, um passarinho. Passarinho simples, amarelinho, desses comuns de cidade, que se aproveita dos restos de área verde que ainda tem por aí. Perto da minha casa tem um parque grande, com lagoa, muitas árvores, trilha pra caminhar, e passarinhos… Pena que a gente quase nunca vai lá.

Debrucei no parapeito e fiquei uns cinco minutos – não marquei tempo de relógio, mas de distração – desfrutando da companhia cantarolante, despretensiosa e ligeira do meu amigo. Distraída nos pensamentos poéticos instigados pelo momento, fiquei ali na janela conversando com o passarinho e com meus botões ao mesmo tempo. Parece maluquice, mas papo de bicho e gente rende muita poesia. Com os botões então, nem se fala!

De repente um ruído multiforme me chamou a atenção de novo à terra e notei que, do outro lado da avenida, pessoas esperavam por um ônibus no ponto quase em frente de casa. Gente séria, cara fechada. Alguns reclamando do calor, outros da demora do coletivo, outros calados, mas com ares de muito poucos amigos. É engraçado como gente é complicada sem precisão. Se faz calor, reclamam; se chove, muito pior pra quem anda a pé, dizem. Gente tem mania de controle, de achar culpados, de reagir aos fatos, de menosprezar, de dizer e desdizer ao seu bel prazer. Parece que esquecemos que pra onde vamos, vamos todos. Não faz diferença o quanto sabemos ou trabalhamos, ou os títulos que ostentamos, ou se não somos ninguém, mera multidão.

Penso nas tantas vezes que sai de casa para o trabalho e abri aquela mesma janela – a do passarinho – e nem céu eu vi, quanto mais as cores do dia. Hoje, me dou ao “luxo” de querer não ser nada, de não ter poder, de confabular filosofia com minha Weimaraner, que senta e fica me olhando como se entendesse. Vai que entende… Às vezes mais do que gente, porque gente não para. Nascemos, crescemos e somos educados para seguir sempre em frente. Em frente pra onde, cara pálida? Se o mundo é redondo e uma hora voltaremos ao ponto onde iniciamos. Ou seja, o nada, que é o que nos nivela universalmente.

As pessoas em todos os pontos de ônibus do planeta estão esperando, para seguir pra algum lugar que talvez nem mesmo saibam qual é, e se faz algum sentido ir, quanto mais voltar. Vão como gado, porque alguém disse que é pra ir e depois voltam, pra dizer que foram. Depois do Google nosso tempo é curto, nossa grana é curta, nossa vida é curta. Temos medo de olhar para o céu e perdermos algum fato importante aqui embaixo. Temos que ficar famosos no facebook.

Sei lá! Acho melhor continuar com o passarinho, pois com ele faço poesia e não estou com pressa nenhuma de chegar ao ponto final.

Uma Escola Melhor: Projeto Conviver e Ser Feliz na Escola

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No dia 03 de Dezembro de 2014, aconteceu no salão da Paróquia Maria Goretti, em Belo Horizonte, a cerimônia de entrega da “Carta de Intenção” dos alunos do 1° ano de Comunicação Aplicada (REM), da Escola Estadual Maria de Lourdes de Oliveira, como primeiro evento do projeto “Conviver e Ser Feliz na Escola”, cujo objetivo principal é discutir e buscar formas e ações para melhorar o ambiente escolar, com a participação ativa dos alunos, os quais elaboraram a Carta que foi oficialmente entregue à diretoria da escola.
Os alunos e professores evidenciaram que não basta a simples denúncia dos aspectos negativos da escola, mas é preciso propor novas estratégias de melhorias. Em sua fala, a diretora Marléia Avelar ressaltou a importância do evento para a vida da escola, assim como da participação da comunidade, como forma de fomentar ações de resgate da qualidade no ambiente escolar e promover o debate das necessidades da escola, junto à Secretaria Estadual de Educação.
O projeto “Conviver e Ser Feliz na Escola” foi concebido pelos professores Valéria Soares, Vanda Corrêa, Mirella Moraes, Thaís Rezende, Ana Abreu e Anderson Oliveira, em parceria com os colaboradores do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid/FaE-UFMG), João Batista Campos, doutorando da UFMG, Haydeneé Manso, estagiária do Pibid e Marinalva Martins, supervisora da escola. João Batista destacou o interesse da UFMG nesse diálogo, como uma estratégia fundamental para a melhoria da qualidade de ensino na Educação Básica e na Universidade. O Pibid pretende estabelecer uma relação de trabalho colaborativo e diferenciado da UFMG com escolas públicas e a intensificação do diálogo entre elas, no processo de formação inicial de professores, permitindo a sistematização coletiva de diferentes estratégias de aquisição/produção do conhecimento e o desenvolvimento da consciência crítica de professores, que aprendem com a sua experiência.
Estiveram ainda presentes, como convidados, os produtores de Vine das redes sociais Paulão e Marcelinho Fernandes e a jornalista e poeta Patrícia Castellani, que palestrou sobre os Conceitos de Comunicação e Educação em paralelo com as mídias sociais. Patrícia propôs aos alunos uma reflexão sobre sua ação como os novos comunicadores do século XXI, e sua responsabilidade com as mensagens transmitidas, relembrando os conceitos de ética e liberdade de expressão. Após a solenidade, houve manhã de autógrafos com a autora na biblioteca da escola, onde foram doados, aos alunos e professores, mais de uma centena de exemplares do livro de sua autoria, “Outros Poemas Inspirados em Você”, como forma de incentivo à leitura e valorização do engajamento dos alunos ao projeto.
Fotos: Karine Scarabelli

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http://www.bheventos.com.br/cobertura/12-03-2014-uma-escola-melhor-projeto-conviver-e-ser-feliz-na-escola

 

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Olha pra Mim

Profundo

A sua infinitude me atrai e inquieta

Enquanto tarda o amanhecer e quero a noite

Na profundidade emocionante do seu olhar

 

Seus desejos de liberdade e o medo

Traem suas frases de efeito

Quando quis sua voz ao telefone

A sussurrar para mim meus poemas

 

O que me dizem os seus olhos

 É mais que seu sorriso desconcertante

Mais perguntas do que respostas

 

Bastava-me um segundo ou a eternidade

Bastava-me uma palavra em seus ouvidos

O desejo sentindo-se indesculpável

 

Um segundo… Uma palavra… E os seus olhos.

 


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Liga de Autores Mineiros – Parceria Colaborativa

IV Bienal do Livro de Minas - Liga dos Autores Mineiros

IV Bienal do Livro de Minas – Liga de Autores Mineiros

Com Samuel Medina

A ideia de unir os autores independentes surgiu durante os eventos da Semana do escritor, promovidos pela Fundação Municipal de Cultura no fim de julho de 2014. Dia 25 de julho, foi realizado o primeiro Encontro de Jovens Autores e Blogueiros Literários, com a presença de Bernardo Sabino, filho do escritor Fernando Sabino. Vinte e quatro pessoas compareceram para ouvir e compartilhar experiências sobre literatura. 

Ao final do encontro, um dos participantes sugeriu fazer um estande conjunto para que todos pudessem divulgar suas obras e vender seus trabalhos na Bienal do Livro de Minas, que aconteceu em novembro. Desde então, o grupo se empenhou para concretizar essa meta. A ideia dos participantes é promover encontros regulares para compartilhar experiências e, aliado a isso, organizar encontros para divulgar o trabalho dos artistas agregados à Liga.

A primeira empreitada foi na Bienal do Livro de Minas, com a participação de  12 autores e a organização noites de autógrafos com cada um em uma programação distinta. As obras divulgadas foram:

Um Ano Bom – Editora Ases da Literatura – Ana Faria

Praia dos Anjos – Antônio Navarro de Andrade – Editora Scortecci

Um Amor, Um Café & Nova York – Editora D’Plácido – Augusto Alvarenga

As Crônicas de Adulão – Livro 1 – O Vale de Elah – Editora Multifoco, As Crônicas de Adulão – Livro 2 – O Bosque de Herete – Editora Modo, Os Semeadores de Contendas – Publicação Independente – Carla Montebeler

Birosca quer fugir de casa – Editora Alis, Calango tango: o calango que perdeu um pedaço do rabo (Lançamento) – Edna Barbosa Souza

A Conspiração Vermelha – Editora Dracaena, Faces de um Anjo – Editora Dracaena, O Último Pedido (Lançamento),  Guia de Emergências Clínicas e Traumáticas – Editora do autor – Hermes Marcondes Lourenço

De Olhos Fechados D’Plácido Editora, Um Amor em Barcelona – Editora Livre Expressão- Lavínia Rocha

Portais – Publicação independente, Recomeço – Editora Dracaena – Ledinilson Moreira

O Enigma da Espada – Editora Multifoco, Vestígios de um Crime – Editora Letras e Versos, JUCA: Um Pobre Trabalhador Brasileiro – Editora Virtual – Poliana Nogueira

Quem será o rei? – Editora Alfstudio, O Elefante Elegante – Editora Alfstudio – Sterlayni Duarte

O Medalhão e a Adaga – Editora Multifoco – Samuel Medina

O Ciclo da Morte – Livro 1 – Santuário da Morte. Publicação independente – Thaís Lopes.


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Projeto Uma Escola Melhor – Vamos Palestrar

Mais uma vez agradecemos o apoio da BH Eventos.

Confira: http://www.bheventos.com.br/evento/12-03-2014-palestra-projeto-por-uma-escola-melhor

Evento  Palestra   Projeto por uma escola melhor   BH Eventos

 


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Confabular

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Enquanto a noite não vem, vem comigo!

A morte que se avizinha é fato corriqueiro de ser

Não é pra tanto espanto ou comiseração

São dados lançados a esmo num tempo de não saber.

 

A chama deixada de lado não arde por si só

Enquanto há fogo, então, vem comigo!

A sorte que evita o fato não é assim tão certeira

A batalha, essa sim, pode ser mais vitoriosa.

 

O olhar no escuro da esquina é vento que sopra do sul

No aconchego da palavra, vem comigo!

A notícia amanhã no jornal não há de ser de ninguém

É fato consumado pelas ruas e becos da nossa história.

 

Enquanto é dia, vem comigo!

Arder no fogo, sumir no vento, confabular

Viver palavras, morrer histórias, ouvir falar.

 

(Patrícia Castellani)


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Outros Poemas Inpirados em Você – Loja Online

Atendendo a pedidos, agora todos podem adquirir o livro Outros Poemas Inpirados em Você através da loja online

http://www.perse.com.br/novoprojetoperse/WF2_BookDetails.aspx?filesFolder=N1416516055136

Aproveitem!

IV Bienal do Livro de Minas – De 14 a 23 de Novembro no Expominas

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Satisfação imensa por participar do maior evento literário do estado, contando com centenas de atrações para o público de todas as idades. 160 expositores, entre os maiores autores, editores, distribuidores, livreiros e artistas de vários segmentos garantem no Expominas uma programação extensa e atraente entre bate-papos com nomes consagrados da literatura, lançamentos de livros, sessões de autógrafos e homenagens. Ao todo, a Bienal trará mais de 120 convidados participando de conversas sobre os mais variados assuntos, como literatura, política, futebol e história, além de temas relacionados ao universo jovem.

Além da aquisição de títulos que vão desde os quadrinhos às obras clássicas, os visitantes terão a oportunidade de participar do Café Literário – uma das principais novidades desta edição – com a participação de convidados que incluem nomes como Silviano Santiago, Lira Neto, Paulo Cesar de Araújo, entre vários.

Este ano, a Bienal do livro homenageia o escritor mineiro Rubem Alves com a “Biblioteca Rubem Alves”, cujo acervo principal é composto pelas principais obras deste autor, falecido este ano, além de outros títulos.

 www.bienaldolivrominas.com.br

Fotos: Karine Scarabelli

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Fórum das Letras 2014 – Ouro Preto – MG

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Ainda embevecida com uma overdose de cultura e pessoas maravilhosas que encontrei no Fórum das Letras,  em Ouro Preto. Com o tema “Escritas em Transe”, o evento que recebeu mais de 100 autores nacionais e internacionais discutiu sobre política, literatura, jornalismo e criação em uma variedade de atividades, como apresentações teatrais, intervenções artísticas e oficinas, todas gratuitas.

Foi uma honra poder estar com Elisa Lucinda, Fabrício Carpinejar, Mario Prata, Care Santos, Geneton Moraes Neto, Paulo Markun, Lira Neto e tantos outros queridos.

Agradeço o carinho e receptividade de todos.

Fotos de Karine Scarabelli

 

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NOTÍCIAS

REVISTA ENCONTRO

Patrícia Castellani lança livro em BH   Encontro

http://sites.uai.com.br/app/noticia/encontrobh

PREFEITURA DE BELO HORIZONTE

Outros Poemas Inspirados em Você   Belo Horizonte  A cidade que conquista

http://www.belohorizonte.mg.gov.br

REVISTA PQN

PQN   O Portal da Comunicação   Poetisa Patrícia Castellani lança o livro “Outros Poemas Inspirados Em Você”

http://www.pqn.com.br

JORNAL DE BELÔ

Jornal de Belô

http://issuu.com/jornaldebelo/docs/jornaldebelo1.1a15demaio

SOU BH

Lançamento do Livro Outros Poemas Inspirados em Você   Arte   Sou BH

http://www.soubh.com.br

BH EVENTOS

Evento  Patrícia Castellani lança o livro  Outros poemas inspirados em você   BH Eventos

http://www.bheventos.com.br

GUIA BH

Guia BH

http://www.guiabh.com.br


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Convite Especial

POETISA PATRÍCIA CASTELLANI LANÇA O LIVRO “OUTROS POEMAS INSPIRADOS EM VOCÊ”

 A escritora mineira receberá a imprensa e convidados no “Sou Café” – Pátio do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB-BH) para o lançamento e noite de autógrafos do seu novo livro de poesias.

PATRÍCIA CASTELLANI em baixa 1 Foto: Anna Ftg.

Patrícia Castellani lançará seu livro “Outros Poemas Inspirados em Você”, no dia 21 de maio de 2014, no “Sou Café” – Pátio do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB – BH), na Praça da Liberdade, 450 – Funcionários, a partir das 19 horas.

Com um olhar apurado, a autora apresenta uma abordagem singular dos fatos cotidianos da vida, e espera que as pessoas se identifiquem com a obra. Seu objetivo é fazer o leitor viajar para dentro de si num encontro de emoções e sentimentos com os quais todos convivem e que interagem diretamente com sua experiência individual. Sonhos, desejos, idealizações, frustrações, encontros e desencontros, começo e final. Numa linguagem direta, traduz a visão que tem sobre o amor em todas as suas formas de relacionar.

O livro aparenta brotar, com talentosa naturalidade, da experiência de vida, como se o poema fosse uma película transparente que permite entrever a carga vital de que provém. Além disso,  sua poesia apresenta uma representação metafórica da vida almejada. Em suas mãos, a película transparente se transforma em algo palpável, ponto de partida e de chegada da vida que vislumbra, sendo difícil apreendê-la tal como é. O título da obra sugere que cada um tenha, em algum momento da vida, inspirado poemas que agora estão escritos. Cada leitor tem seu “você” e poderá reconhecê-lo ou reencontrá-lo na poesia de Patrícia Castellani.

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Serviço:

LANÇAMENTO DO LIVRO “OUTROS POEMAS INSPIRADOS EM VOCÊ”, DE PATRÍCIA CASTELLANI 

DATA: 21 de maio de 2014 – 19 horas

LOCAL: Sou Café – Pátio do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB-BH)

Praça da Liberdade, nº 450 – Funcionários (Entrada pela Rua Cláudio Manoel) 

Contatos: Assessoria de Imprensa – Marcelo Botelho (31) 9455.3598


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Poesia Realista

Luto

Desumana é a ingratidão
Perversa é a traição
Os ferrolhos das portas emperraram
Não se abrirão para o perdão.
 
Deveria ter te deixado morrer
Poderia ter te deixado sofrer
Pois melhor é o luto que a desilusão
Melhor o deserto que a decepção.
 
Já não há mais portas nem caminhos
Não há destinos na contramão
Por um longo grito que silencia para sempre.
 
Desumano seria deixar-te morrer?
Perversa é a boca que mentia
E a escuridão de não saber.


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Quisera Eu

Morte, por que poupaste o vil?
Quisera deixar que fosse
E, na vida, uma lembrança gentil
Que permaneceria incólume e ataviada.
 
Vida, por que privar-se de ser?
Quisera a precoce e derradeira dor
E, na verdade, o tempo se pouparia
De deixar taparem-se os olhos.
 
É triste quando o ódio abre as comportas
De um coração iludido por caráter duvidoso
Que quisera ter perdido prematuramente.
 
É glorioso o apogeu do egoísmo
De gestos pérfidos que jamais haveriam
Se a morte não poupasse o vil.


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Mentira, a única Verdade

 “Achar é o mais longe que podemos ir nesse universo repleto de segredos, sussurros, incompreensões,traumas, sombras, urgências, saudades, desordens emocionais, sentimentos velados, todas essas abstrações que não podemos tocar, pegar nem compreender com exatidão. Mas nos conforta achar que sabemos.”
Martha Medeiros

Passei os últimos dias relendo “Feliz por Nada”, de Martha Medeiros (L&PM Editora). Crônicas que li pela primeira vez em 2012 parecem desabrochar novamente em suas colocações quase poéticas e sagacidade filosófica.

Em Achamos que Sabemos, Martha nos leva a refletir sobre coisas que achamos que sabemos, que conhecemos, que sentimos, que escolhemos e mais, que achamos que sabemos o que é verdade.

Talvez seja esse o nosso maior engano e que nem conforta tanto assim. Achar que sabemos. Porque olhando mais de perto, vemos que a verdade acaba sendo um conjunto teórico de tudo em que acreditamos ou queremos acreditar. A verdade de cada um é absoluta até que se torne mais uma mentira, pelo simples fato da idealização da verdade ter uma tendência voraz de nos fazer sentir melhores com o que estamos lidando e fazendo e não ter nenhum escrúpulo em mudar de rumo se isto lhe convém. Acreditar é um processo de esperança em si mesmo e no outro. Verdade é o que almejamos para ter conforto na alma. Verdades são como as juras de amor eterno que mais tarde se demonstram, como num passe de mágica, rigorosamente efêmeras e descartáveis. Como disse Martha em outra crônica, “só existem duas coisas no mundo: o que a gente quer e o que a gente não quer”. Haja Freud para nos ajudar a entender o que queremos de fato!

Sempre fui uma otimista e defensora da verdade, mas a partir daí, começo a pensar que preferimos então a mentira, que acaba sendo nossa única verdade. Isso mesmo. Correndo o risco de ser apedrejada em praça pública, afirmo que a “verdade verdadeira mesmo” não existe e nunca existiu. É tudo mentira! A mentira é certeira, objetiva e clara. Dá pra se ver de longe. Quem nunca olhou para trás e viu que tudo é uma grande, evidente e sonora mentira? Quem nunca, não é? A mentira é aquele vilão da novela das nove por quem todos se apaixonam porque ele é o que diz o que ninguém tem a coragem de dizer. A mentira não é politicamente correta. Não é ilusória. Não tem currículo nem pré-requisitos. Parece, não é bela. Mas é real e mostra sua cara sem pudores de ferir alguém ou algum sistema. Acaba sendo melhor confiar na mentira que conhecemos do que desconfiar da verdade que almejamos, porque no final somos todos uma grande mentira que inventamos a partir do que achamos que sabemos ou queremos. Um leve chacoalhão nos nossos desejos e tudo vai por água abaixo.

E será que sabemos alguma coisa? Com a palavra… Martha Medeiros.

Recomendo: Feliz por Nada, Martha Medeiros, L&PM Editora.


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Vidas Vazias, Amores Descartáveis

Uma das minhas paixões é a música. Ouço música em casa, no carro, trabalhando, antes dormir.

Recentemente, recebi de um amigo uma mensagem onde ele indicava uma canção. Gostei! Gostei muito! Mas, fiquei bastante reflexiva enquanto ouvia aquelas palavras distribuídas numa melodia elaborada. Havia naquela canção algo que há muito tempo vem se perdendo. Transparecia uma preocupação com as metáforas que falavam de amor, como quem cuidadosamente arruma a casa para receber um amigo querido. Ai que saudades do nosso romantismo!

A nossa música passa por um momento estranho – se é que se pode chamar assim. A maioria fala de vidas vazias, amores descartáveis e mal sucedidos ou, na melhor das hipóteses, baladas e “pegação”.

O que aconteceu com Vinícius, Tom, Chico, Lupicínio, e tantos outros que nem daria para citar? Graças a Deus ainda temos alguns fiéis representantes da arte que se põem a caminho e nos resgatam a tempo. Mas, no geral, ninguém mais se lembra da “luz difusa do abajour lilás”, de “querer ficar no seu corpo feito tatuagem” ou dos “meus olhos molhados, insanos dezembros”. Havia sim os amores sofridos, as ausências sentidas, “a beleza que não é só minha”. Mas, com muita gentileza, encanto pelo ser amado. Parece que até a dor era mais bela. Doía menos. Ou pelo menos se dizia ainda esperançosa pelo amor.

Ontem, 25 de janeiro, foi aniversário de Antonio Carlos Jobim, uma de nossas maiores estrelas na constelação dos sons. Faria 87 anos. E eu fico aqui pensando… O que será que ele diria da nossa música hoje?

Para lembrar dos bons tempos com um dos excelentes modernos: Jorge Vercilo canta Beatriz, de Chico Buarque e Edu Lobo.


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Estamos todos Sozinhos

“Acredito que estou no inferno, portanto estou nele” (Arthur Rimbaud)

É curioso quando sentimos saudades de coisas que de fato não vivemos. Atualmente estou assim. Sinto falta do tempo em que pessoas eram vistas como semelhantes.

Apesar da tecnologia e das redes sociais nos trazerem a sensação de que o mundo nos pertence, ao ler os jornais pela manhã ou ligar a TV nos damos conta do quanto estamos sós. É isso mesmo! Sozinhos. Confinados em nossas telas e teclados, observando a todos sem sentimentos próprios e nos tornando cada vez mais paranoicos entre senhas e apelidos.

O mundo tornou-se uma ameaça aos que se consideram acima de qualquer suspeita e as discussões virtuais surgem aos milhares todos os dias, sem que haja uma explicação real à sua existência. Não questionamos. Toda palavra é dissecada, todos os gestos analisados, toda opinião criticada com a ferocidade de uma matilha de lobos perseguindo sua presa. Vivemos fechados em nossas fortalezas com alarmes e cercas elétricas e julgamos. E como julgamos! Temos medo de sair, de confiar nosso número de telefone, de dizer ‘eu te amo’, pois temos sempre uma teoria de conspiração rondando nossas cabeças e nos fazendo pensar em que momento alguém usurpará de nós a nossa tão valiosa privacidade.

Quem são nossos amigos? Onde está a nossa fé no ser humano, que se tornou na verdade nosso pior inimigo?

Acredito que a vida é o que fazemos dela. Se nos perdemos no caminho, há de haver um retorno. Há de haver um motivo que seja bom o bastante para nos convencer de que podemos nos encontrar em algum lugar onde o caos não nos ameace tanto. Precisamos acreditar na beleza e na sinceridade, ao menos para que ainda haja emoção suficiente para nos deixar escapar do inferno em que imaginamos viver. É como disse Rimbaud: “Acredito que estou no inferno, portanto estou nele”.

Há de haver poesia em nossos olhos e desejo em nossos corações para nos permitir a simplicidade outra vez. Para nos permitir dizer o que realmente pensamos sem sermos cruéis. Para nos permitir dizer palavras amáveis aos que sequer conhecemos, mas sabemos nosso semelhante.

Ai, que saudade do tempo em que éramos ‘gente’, e isso era tudo que precisávamos ser.


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Chiclete com sabor Melancia – Sobre Fabricio Carpinejar

Li muito em 2013.  Sem falar em 2012, 11, 10…

Artigos, sonetos, romances, crônicas, letras de música e muita gente. 

É interessante pensar no pensar dos outros. Em como cada um dispõe de si uma parte nas palavras que a escrita traduz de forma tão majestosa. E estas mesmas palavras alinham-se e se rearranjam nos olhos de quem as lê imaginando cenas, ideias, opiniões que o autor propõe de forma coletiva e que ganham um ar individual em cada olhar em que despertam. O leitor, intérprete e personagem de grandes obras, é sempre apaixonado. Sua paixão está na constante busca, quase garimpeira, do que lhe chama à vida.

É assim que eu sou.

E nessas minhas ávidas aventuras literárias encontrei a obra de Fabricio Carpinejar. Imediatamente, caí de amores pelo que me fascinou com sua forma primorosa de dizer do que todos entendem, mas de uma maneira toda sua.

Seu livro Mulher Perdigueira (Ed. Bertrand Brasil) faz uma homenagem elaborada as mulheres, discriminadas por seu jeito de amar por inteiro, ao mesmo tempo em que parece se divertir com sua própria linguagem. O texto flui e encanta. Não cansa. Dá para ler quase de uma só vez e manter a vontade de reler aos poucos, apreciando.

Filho do grande escritor gaúcho Carlos Nejar, Fabrício não se resume à sua hereditariedade, mas antes reinventa-se a cada texto que compõe com a precisão e a sensibilidade de quem sabe o que diz, ou melhor, o que escreve.

O talento de Carpinejar é um bálsamo para nossos dias carentes de poesia de verdade, aquela que faz a alma tremer ao reconhecer nas palavras do poeta o que sentimos e não soubemos como dizer. Ou dissemos, sem parecer poesia.

Fabrício Carpinejar é para mim (com o perdão dos que certamente me criticarão a comparação) um novo Camões. Antagônico, sagaz, natural, ácido na medida certa, apaixonado. Enfim… Um grande escritor de nosso tempo e que certamente vale as horas consumidas em seus textos, minuto a minuto.

Fica a dica e uma degustação com sabor melancia.

Não sabemos namorar

Fabricio Carpinejar

Agora dei para mascar chiclete com sabor melancia.

Deveria esconder esse detalhe.

Mórbido para quem atravessou os 36 anos.

Mas vejo o quanto escondo o romantismo debaixo da mordida.

Sou açucarado. Meu beijo é diabético.

Logo eu que passo uma imagem seca de bolacha de sal.

Vá lá, não vou sorrir para mim de noite ou pedir a benção para os apaixonados, mas não acredito nesta história de acomodação no romance.

Que de uma hora para outra cansamos.

Não é cansaço, não é que paramos de seduzir porque conquistamos

e que não precisamos mais arrebatar com surpresas.

Não é que estamos seguros e não arriscamos mais.

Não é o conforto ou o domínio territorial.

Senão começaremos a acreditar que existe cupido.

E cupido é o mais cafona dos anjos.

Quem começa uma relação com cupido termina na fossa

repetindo os erros ortográficos das canções sertanejas.

Confio que há gente que não saiba namorar. Não sabe namorar, e pronto.

Supõe que é instintivo, natural, que é beijar, abraçar e os oceanos transportam a espuma.

Que basta amar e as relações funcionam.

Mas as relações queimam pelo pouco uso.

A eletricidade enferruja.

Há gente que jura que namorar é cumprir um expediente depois do expediente: jantar, conversar e transar.

Há gente que não quer namorar,

e sim uma amizade para dividir o que se é.

Sem tensão. Sem cobrança. Sem nervosismo.

Que tudo está definido e seguro para o final do ano,

que não pode ser perdido no próximo minuto.

Eu acabei de perder o próximo minuto.

Namoro é ambição.

É um final de semana a cada dia.

É uma delicadeza insuportável, antecipar os movimentos e agradar quando não se espera.

Gentileza em cima de gentileza, infindável.

Um cuidado para não magoar com aviso e pergunta,

com aquela educação concedida a gestantes e idosos.

Namorar requer uma atenção absoluta.

E não reclame: amar pode ser para toda a vida quando oferecemos toda a nossa vida.

Tem que se preparar, ceder, abrir espaço, oferecer, renunciar.

A inquietação nasce da paciência. A criatividade nasce de uma porta fechada.

É um extremismo terrorista. Explodiremos civis.

Durante algum desentendimento, mobiliza-se a genealogia da imaginação para escandalizar de novo.

Carro de som, helicóptero, arranjos suicidas pela janela.

Não é permitido ficar quieto, parado, para conversar a respeito.

A conversa demora.

No namoro, não existe como ser egoísta. Egoísmo se deixa no JK.

É pensar pelo outro, com o outro, como o outro.

É ter uma lista de compra de mercado na ponta da língua, junto com o chiclete de melancia:

qual a pasta de dente que ela usa, o xampu, o condicionador, o azeite, o leite que toma, o suco…

Desconhecer a geladeira da namorada é passagem direta para o congelador.

É entrar numa livraria e pensar no livro que ela vai gostar,

é entrar numa loja e pensar um vaso que combinaria com sua sala,

é entrar no cemitério e sonhar com um mausoléu para a família,

sim, planejar a morte junto – nada mais romântico.

É entrar em si mesmo e lustrar as memórias mais distantes

para parecer órfão antes de sua chegada.

Agora dei para mascar a minha boca.