Patrícia Castellani

Destilo meus versos pelas ruas, cantando em prosa o que me diz o amor. Deixando aos poucos o dia… Para que a lua me faça acompanhar.

Quisera Eu

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Morte, por que poupaste o vil?
Quisera deixar que fosse
E, na vida, uma lembrança gentil
Que permaneceria incólume e ataviada.
 
Vida, por que privar-se de ser?
Quisera a precoce e derradeira dor
E, na verdade, o tempo se pouparia
De deixar taparem-se os olhos.
 
É triste quando o ódio abre as comportas
De um coração iludido por caráter duvidoso
Que quisera ter perdido prematuramente.
 
É glorioso o apogeu do egoísmo
De gestos pérfidos que jamais haveriam
Se a morte não poupasse o vil.
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Autor: patriciacastellani

Destilo meus versos pelas ruas, cantando em prosa o que me diz o amor. Deixando aos poucos o dia… Para que a lua me faça acompanhar.

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